terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Socializando HQ N°109 : Interessante a revista do Cebolinha n° 68 da Editora Abril!

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Não faz muito tempo que adquiri várias revistas da Mônica e Cebolinha ainda na fase da Editora Abril. Agora quero falar de uma delas:

Cebolinha n° 68 é uma publicação da Abril Jovem, de Setembro de 1978, com 68 páginas do total (incluindo capa e contracapa) e o preço de Cr$ 8,00 (oito cruzeiros). Notem que está escrito também "ANO VI": isso quer dizer que o título está em seu sexto ano de produção.
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Como a revista é muito antiga, não apenas as histórias, mas outros fatores acabam tornando-a interessante. Já começa na página dois, mostrando uma divulgação da peça "Mônica e Cebolinha no Mundo de Romeu e Julieta", no Teatro Tuca em São Paulo (nem sei se ainda existe, espero que sim) e com o patrocínio da PHEBO em destaque, famosa por aquele sabonete da embalagem amarela, mas todo vermelho e com odor intenso de rosas. 

A primeira HQ é "A NUVENZINHA DO AMOR", um clássico onde Cebolinha recebe uma flor e um bilhete de amor de uma menina muito feia que estava loucamente apaixonada por ele. Isso desencadeia uma nuvenzinha sentimental que paira em cima do Cebolinha o tempo todo e fica controlando o que lhe acontece. A nuvenzinha aparentemente inofensiva faz do Cascão sua primeira vítima e logo após joga um raio na Mônica, que queria bater no Cebolinha, mas obviamente não conseguiu. Cebolinha gostou da gorducha enfezada ter apanhado de uma nuvem. Ele começou a achar que ela seria sua parceira até que mudou de ideia assim que uma outra garota, muito linda por sinal, veio ao seu encontro loucamente apaixonada para abraçá-lo e beijá-lo, mas foi repelida brutalmente pela nuvenzinha. 
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Interessante notar que só o leitor tem completo entendimento da situação. Cebolinha, Mônica, Cascão, ninguém imagina de onde veio a nuvem e nem porque ela permanecia com o Cebolinha. A nuvem era uma metáfora que simbolizava o sentimento que Maria Cafufa (a autora do bilhete romântico) vinha nutrindo pelo Cebolinha. Quando ele voltou a falar com ela, partiu seu coração. Isso fez com que a nuvem se dissipasse até sumir, mostrando que o sentimento de amor e carinho dela para com ele desaparecera por completo. Foi visível esse entendimento quando ele a fez chorar e, no mesmo instante, começou a chover apenas em cima dele. Eis uma história muito bonita, colocada com muita sensibilidade para falar de amor não correspondido. Os desenhos são da fase "superfofa", caracterizados pelo aspecto um tanto mais rechonchudo e anguloso, com o corpo bem mais curvilíneo e os olhos maiores e mais caricatos. O contorno dos quadrinhos tinham formatos diferentes, não eram apenas retos.

"OS SERESTEIROS" é uma produção do mesmo nível e com o mesmo estilo "superfofo". Um menino desconhecido assobia para Mônica e apanha. Cebolinha e Cascão estão próximos. Cebolinha a provoca, mas quem acaba apanhando é o Cascão, pois ele se abaixa bem na hora em que ela se vira para bater. Ele provoca de novo e ela bate de novo. Como ele se abaixa, é o Cascão que apanha de novo. Ele começa a rir. Cascão, então, se vinga. Ele provoca a Mônica e dá um pisão no pé do Cebolinha, fazendo com que ele não consiga se desviar do tapão. Inconformados com a brutalidade súbita da Mônica, Cebolinha e Cascão esclarecem que aquele ato do assobio é uma paquera, uma admiração, e que ela não devia encarar aquilo como um insulto. Acontece que Mônica fala que paquera é algo além de assobiar. Ela gosta de algo mais romântico e envolvente... como uma serenata. E é aí que vem a ideia de fazer com que Cebolinha e Cascão preparem uma serenata para ela e Magali. Cebolinha detestou a ideia, mas Mônica sempre apresenta um jeitinho convincente de fazê-lo mudar de ideia. Todo mundo se caracteriza com trajes específicos para a serenata, mas duas garotas desconhecidas surgem do nada e roubam toda a atenção de Cebolinha e Cascão. As quatro meninas começam a brigar pra valer e vão todas parar no hospital. Cebolinha e Cascão aparecem do lado de fora, fazendo a serenata para todas elas.
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Gostei de ver Cebolinha e Cascão se dando bem. Também achei interessante mostrar esse lado das crianças se paquerarem, pois isso realmente acontecia na minha época. As meninas desde cedo já vinham com aquelas brincadeiras de salada de fruta (pera, uva, maçã, salada mista) como desculpa para mostrarem sua afetividade pelos meninos. Sempre havia aquele que todas queriam beijar na boca, assim como sempre tinha o coitado que ficava sempre com o aperto de mão ou o abraço, nem beijo no rosto ele ganhava.

Outra história que vale a pena conhecer é a do Horácio. Ela não tem título e foca o tempo todo no reino dos napões. Os napões são umas criaturas bem simpáticas, mas não consigo saber que tipo de animais eles representam. Na trama, a rainha vai fazer seu passeio e no caminho aparece uma árvore ainda bem pequenininha. A soberba do poder era tamanha que a rainha, em vez de desviar sua trajetória, pois era super simples fazer isso, preferiu mandar que alguém arrancasse a pobre arvorezinha que mal tinha se desenvolvido. Para mostrar maior eficiência, os súditos pensaram que a rainha ficaria muito feliz se eles acabassem com toda a vegetação do reino. Assim, nenhum tipo de vegetação atrapalharia os passos de Vossa Majestade. Acontece que a boa ideia logo revela suas consequências. Sem o verde, não havia mais plantas, flores, frutas, legumes, verduras, não havia nada para comerem, não havia nenhuma provisão de alimento, pois nem os outros animais apareciam onde não havia nenhuma graminha qualquer. O lugar virou um deserto intenso resumindo tudo a muito Sol, calor escaldante e evaporação maior de água. Quando Horácio apareceu, a situação estava tão caótica que os napões já estavam entrando em demência: acharam que ele fosse alguma verdura e estavam dispostos a comê-lo. Horácio fugiu e com muito esforço conseguiu chegar até os aposentos reais que, como era em uma caverna, de certa forma ainda protegia a rainha e seus próximos do caos provocado pelo Sol e a desolação geral. Ao ficar a par do que houve, Horácio conscientizou a rainha de que não havia outra solução a não ser deixarem o lugar. Era abandonar o reino ou morrerem à míngua. A rainha controlou o desespero dos demais, só assim Horácio conseguiu sair em segurança e conduzir todos a um outro local.
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Essa HQ é uma crítica nítida à falta de conscientização sobre a preservação do verde e valorização dos recursos naturais tão essenciais à sobrevivência de toda a vida na terra. O verde é responsável pela manutenção da qualidade do ar, da água, pela preservação do ecossistema e de toda a cadeia alimentar. Quando os napões acabaram com todo o verde, na verdade, sem se darem conta, geraram um efeito dominó - onde se derruba uma peça e as demais vão caindo em sequência até não sobrar mais nada - promovendo a própria extinção. Já tinha visto outras tramas do Horácio com esse viés mais trágico. Hoje em dia, a HQ seria super bem-vinda nas atuais publicações.
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"O ROUBO DA GISELDA" é outra HQ notável desta edição. Era comum o Chico Bento protagonizar boas tramas em revistas da Mônica e Cebolinha, já que ele ainda não tinha seu próprio título. Essa trama é um clássico do caipira que se vê às voltas com um ladrão de galinhas. O bandido passa a mão justo na Giselda. Chico resolve recuperar sua galinha de estimação a qualquer custo. Para isso, ele põe um disfarce e vira um tremendo galinhão feioso. Ele reencontra a Giselda e mais uma porção de outras galinhas, então resolve dar um basta naquela situação. 
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A história é cheia de situações absurdas e isso é que tornava tudo muito interessante: o lance de ver acontecendo algo que sabemos que jamais seria real, pois nunca veríamos, por exemplo, um grupo de galinhas atirando seus próprios ovos contra o bandido. Seria muito louco se esse tipo de coisa acontecesse de verdade, por isso é tão legal imaginar essas coisas em um desenho.
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Essas foram as melhores histórias da revista. Há várias outras que também divertem, inclusive uma em que o Bidu contracena com uma porção de sinalizações de trânsito. A sessão de cartas é bem diferente do que estamos acostumados a ver atualmente, mas eu até que gostava desse "layout" antigo. E até hoje eu me pergunto se a sessão "Amizade Selada" rendia contatos reais entre os leitores. Nunca escrevi para ninguém, pois eu não tinha assunto e às vezes me questionava se tais pessoas realmente existiam. rsrsrs... Na verdade, escrevi para o Mauricio ainda nos anos 80. Disse o quanto eu amava a turminha e que um dia desenharia como ele. Recebi, após muito tempo, uma correspondência cheia de desenhos alegres da turminha e alguns dizeres de gratidão do Mauricio. Eu devia ter guardado tudo comigo, pois hoje seria um material Histórico para mim. E realmente guardei por muitos anos em uma estante, mas um belo dia foi-se embora junto com várias outras coisas - aquelas limpezas que de vez em quando é aconselhável fazer.
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Até a publicidade daquela época torna-se interessante. O INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO aparecia cada vez mais frequente nas revistas da turma da Mônica. Anúncios de outros gibis era algo bem comum, pois a Abril possuía um grande acervo de títulos em sua linha de produção. POPEYE n° 2 e Papa-Léguas (BIP-BIP) foram divulgadas nesta edição.
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Resolvi introduzir as imagens todas após o texto. Minha intenção foi deixar a postagem mais organizada. Não sei se essa mudança ficou boa para vocês, visitantes amigos que prestigiam minhas postagens. Espero que sim. 
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Créditos;) Fabiano Caldeira  - https://socializandohq.blogspot.com.br/2017/12/interessante-revista-do-cebolinha-n-68.html

Charge N°59372!

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Tiras N°9085 : Quadrinhos Disney - Blog do XANDRO!

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Tiras N°9084 : Turma da Mônica - Mauricio de Sousa!

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Charge N°59371!

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Ria...Se Puder N°5501 - Quando eu sinto mal e pesquiso os sintomas no Google...

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Charge N°59370!

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Tiras N°9083 : SNOOPY - Charles Schulz!

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Tiras N°9082 : Calvin and Hobbes - Bill Watterson!

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Charge N°59369!

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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Socializando HQ N°108 : Capas - Almanaques do Superpateta!

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Compartilho essas capas do Almanaque do Superpateta, um dos poucos títulos Disney que tive nos anos 80 e acabei abrindo mão por causa da pressão dos meus pais nos anos 90. Na época, era comum a repreensão dos pais contra os gibis, pois eu já era adolescente e mantinha uma pilha considerável de gibis em meu quarto, os quais sempre lia e relia, de preferência, antes de dormir. "Você não é mais criança", argumentavam sempre. Não chegaram a falar que eu não podia mais manter as revistas que eu tinha. Na verdade, o foco era não me deixar adquirir mais nenhum exemplar novo. 

A real mesmo era que meu pai dificilmente tinha interesse em me incentivar à leitura. Minha mãe era quem trazia sempre algum gibi nos dias em que ela precisava sair para pagar algumas contas ou ir ao supermercado. Eram sempre os mais baratinhos (que na época, para a gente, não era nada baratinho), mas eu não me importava. Na verdade, era mágico o momento em que ela tirava um formatinho fininho de 36 páginas de dentro de sua bolsa. Eu gostava, ficava feliz o resto da vida e namorava a revista comigo dias a fio. Acho que ela percebeu o quanto me fazia feliz, por isso era frequente esse gesto dela. 
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Como o passar dos anos, fui crescendo e a pressão de estudar foi aumentando. Naquele tempo, os alunos repetiam de ano, de verdade, e eu nunca tinha passado por isso e nem podia nem sonhar em tal possibilidade, pois meus pais levavam muito a sério minha adesão à escola. Então ficava o compromisso de ter que estudar para, no fim do ano, escolher 10 gibis novos. Foi assim durante uns 3 anos, depois tive que começar o colegial em outra escola. Meus pais me colocaram justo naquela que eu mais odiava. Resultado: abandonei o primeiro ano do colegial bem naquela fase do "Fora Collor". Meus pais quiseram comer meu fígado e começaram a pensar que os quadrinhos estavam me fazendo mal. Foi aí que começaram a boicotar as aquisições. Não compravam mais e não me estimulavam a dar um jeito de adquirir. 

Quando comecei a trabalhar, os gibis já estavam a um abismo de distância de mim. Eu jamais me imaginava gastar meu dinheiro com quadrinhos. Eu acaba comprando roupas bonitas, tênis, gastava em lanchonetes e baladinhas aqui e ali. Nunca mais lembrei de comprar um gibi. Não pensem que tenho raiva quando falo sobre isso. Na verdade, eu nunca fui um aluno muito bom. Apenas mediano. Mas isso foi devido a vários problemas pessoais que em nada teve a ver com os quadrinhos. Eu compreendo a preocupação com meus pais e hoje não gostaria que tivesse sido diferente. Só fico triste por ter aberto mão das revistas que eu já tinha. Ninguém me pediu para fazer isso, mas acabou acontecendo. Hoje, eu as teria comigo com muita satisfação. Eram muito bem cuidadas e teriam, agora, uma História para contar.
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Sobre essas capas, olha que curioso! Em nenhuma delas o logotipo de repetiu. O conteúdo era repleto de historinhas brasileiras. Havia algumas que não eram, mas a maioria era produção nacional. Eu gostava mais da n° 2. Estava sempre relendo alguma aventura dela. Na época, dificilmente eu lia um almanaque desses de uma vez. Eu acabava lendo uma HQ aqui, outra lá... Já os formatinhos, por serem muito finos, eu preferia ler tudo. 

Como não tenho mais as revistas originais, essas capas foram pegas no INDUCKS
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Créditos;) Fabiano Caldeira  - https://socializandohq.blogspot.com.br/2017/12/capas-almanaques-do-superpateta.html

Charge N°59368!

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Tiras N°9081 : Quadrinhos Disney - Blog dos Esquilos!

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Um profissional pouco valorizado, mas extremamente importante para a música...
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Nossos parabéns para aqueles com talento e criatividade para nos embalar em seus ritmos...
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Tiras N°9080 : Turma da Mônica - Mauricio de Sousa!

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Charge N°59367!

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Ria...Se Puder Especial N°5500 - O QUE ALGUNS CHAMAM DE "ORGULHO"...

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Charge N°59366!

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Tiras N°9079 : SNOOPY - Charles Schulz!

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Tiras N°9078 : Calvin and Hobbes - Bill Watterson!

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