
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
domingo, 6 de novembro de 2016
Arquivos Turma da Mônica N°518 - "Coleção Histórica Mauricio - Bidu e Zaz Traz!"

"Coleção Histórica Mauricio: As Clássicas Aventuras de Bidu e Zaz Traz!", lançado em 2015 pela Editora Panini, fez parte das comemorações de 80 anos do Mauricio de Sousa. Nessa postagem faço uma resenha sobre esse livro.
Bidu e Franjinha foram criados em 1959 com tiras de jornais na "Folha de São Paulo". Esse livro foi elaborado por Sidney Gusman e reúne as edições clássicas dos gibis "Zaz Traz" e "Bidu", os primeiros criados pelo Mauricio em 1960 e 1961 pela Editora Continental. Como se fosse a extinta "Coleção Histórica Turma da Mônica" dos dos 5 principais, só que em vez de venderem gibis separados, reuniram todos em formato livro encadernado de luxo.

Contracapa do livro
Tem capa dura, papel de miolo offset, 276 páginas no total e formato 19 x 27,5 cm. Os gibis originais do final dos anos 50 e início dos 60 não eram coloridos, por isso as histórias serem em preto e branco nesse livro. Diferente da "Coleção Histórica Turma da Mônica", o texto seguiu a ortografia atual, em vez da ortografia da época, então não deixa de ser alguma alteração em relação aos gibis originais. Outra desvantagem é não mostrar as datas originais dos gibis, com seus respectivos meses. Só sabemos que são de 1960 e 1961.
O preço que é um absurdo, custando R$ 102,00. Não dá pra entender um preço tão salgado, mesmo sendo republicações raras, não mereceria esse valor. Ainda acho que deviam vender 2 versões, um em capa dura e outro em capa cartonada mais barato, e aí o pessoal escolhe a sua melhor versão. Eu só comprei porque consegui desconto, pesquisando na internet. Paguei R$ 67,90 pelo preço de capa mais um frete de R$ 1,90. Se não fosse com desconto não dava para comprar com esses preços tão altos que a MSP coloca nesses livros encadernados.

Capa de 'Zaz Traz Nº 1'
A capa do livro foi tirada do gibi 'Bidu Nº 2' e abre com um editorial escrito pelo Sidney Gusman explicando sobre a ideia de criar e como era o livro. Em seguida vem as reproduções dos gibis, todos com suas respectivas capas e histórias originais escritas pelo Mauricio. Não foram reproduções integrais dos gibis porque histórias de outros personagens de outros artistas ficaram de fora. Apenas as histórias "O rapto de Bidu" ('Zaz Traz Nº 2') n e em 'Viagem à Lua ('Zaz Traz Nº 3') que mostraram, mas foi porque eles contracenaram com o Bidu, ou seja, uma história com cross-over de personagens. Mostraram no livro também propagandas que eram relacionados aos personagens do Mauricio.

Capa de 'Bidu Nº 3'
Foram reproduzidos a coleção toda dos gibis lançados, com 7 edições de "Zaz Traz" e 8 do "Bidu". Cada gibi original tinha cerca de 40 páginas mensais em preto e branco. Não colocaram o exemplar "Almanaque de Zaz Traz" de 1960 porque não teve histórias do Mauricio nele. As edições "Zaz Traz" e "Bidu" apareceram alternados, de acordo com a data de publicação que saíram, já que foram vendidos nas bancas ao mesmo tempo, sendo "Zaz Traz" lançado primeiro.
As reproduções de "Zaz Traz" e algumas do "Bidu" tiveram menos páginas que nas originais. As de "Zaz Traz" tinham também histórias de outros artistas nacionais e estas não foram republicadas. Já gibis do 'Bidu Nº 4' também teve histórias de outros artistas e as de "Nº 7" e "Nº 8" tiveram histórias que haviam sido publicadas em edições anteriores, já que na época o Mauricio já não estava mais dando conta da produção até cancelar de vez, e, assim, histórias repetidas não foram mostraram de novo. Com isso, na edição "Zaz Traz Nº 5', por exemplo, só mostrou 1 história de 1 página porque as demais foram todas de outros artistas. Já a edição 'Bidu Nº 7' teve 3 histórias republicadas de edições anteriores e na "Nº 8", como todas foram republicações, foi mostrada só a capa desta última.
As reproduções de "Zaz Traz" e algumas do "Bidu" tiveram menos páginas que nas originais. As de "Zaz Traz" tinham também histórias de outros artistas nacionais e estas não foram republicadas. Já gibis do 'Bidu Nº 4' também teve histórias de outros artistas e as de "Nº 7" e "Nº 8" tiveram histórias que haviam sido publicadas em edições anteriores, já que na época o Mauricio já não estava mais dando conta da produção até cancelar de vez, e, assim, histórias repetidas não foram mostraram de novo. Com isso, na edição "Zaz Traz Nº 5', por exemplo, só mostrou 1 história de 1 página porque as demais foram todas de outros artistas. Já a edição 'Bidu Nº 7' teve 3 histórias republicadas de edições anteriores e na "Nº 8", como todas foram republicações, foi mostrada só a capa desta última.

Propaganda tirada de 'Zaz Traz Nº 1'
Em relação ao conteúdo das histórias vemos os personagens completamente diferentes do que hoje, não só pelos traços primários de início de carreira do Mauricio, como também nas suas características. Histórias no geral mostravam o cotidiano do menino Franjinha com seu cachorro e seu grupo de amigos, aventuras enfrentando fantasmas, monstros, extraterrestres, além do cotidiano do Bidu como um cachorro normal. Da turma do Franjinha da mesma idade eram o Titi, Jeremias, Humberto e Manezinho.

Trecho da HQ "Concurso de robustez canina" ('Zaz Traz Nº 2')
Nos traços, vemos um Franjinha gordo, inspirado no Bolinha, o Cebolinha com mais fios de cabelos, Humberto mais alto, na idade do Franjinha (já era mudo, só falando "Hum! Hum!"), porque fazia parte da turma dele, enquanto só o Cebolinha que era mais novo que os outros meninos. O Cebolinha falava como criança bem pequena trocando letras de várias palavras como Franjinha era "Fanzinha"; plantada, era "pantada"; ajudar era "ajudal", entre outras, nas suas primeiras histórias. Depois foi mudando e trocou só o "R" pelo "L". Mantiveram isso nas republicações.
Apareciam os pais do Franjinha, seu Carlos e Dona Elza. Cebolinha contracenava com eles como um menino mais novo, e ás vezes tinha participação dos pais do Cebolinha e da sua irmã, a Maria Cebolinha, que foi inspirada na filha do Mauricio, Mariângela. Uma coisa interessante que só tinha uma menina na faixa etária deles, a Leninha. Outros personagens femininos, além dela, só Dona Elza, Dona Cebola e Maria Cebolinha. Dona Cebola, aliás, completamente diferente do que conhecemos.
A estreia do Cebolinha foi na edição 'Zaz Traz Nº 2' de 1960. A mãe e o pai do Cebolinha estrearam em 'Zaz Traz Nº 3'; e Maria Cebolinha, em 'Bidu Nº 5'. Já estreia de Titi, Manezinho, Jeremias e Humberto foi na edição 'Zaz Traz N º 1' de 1960; e os pais do Franjinha em 'Zaz Traz Nº 1'.

Trecho da HQ "O Domador" ('Bidu Nº 3')
Como não podia deixar de ser muitas cenas incorretas, de deixar o público do politicamente correto de cabelos em pé. Vemos Maria Cebolinha em uma coleira igual a um cachorro, eles contracenando com bandidos, mexendo com fogo, revólver, entre outras coisas. Tudo completamente inadmissível atualmente. Fora os costumes que era no final dos anos 50 e início dos anos 60, como os meninos irem ao circo com paletó e roupa mais formal, linguagem coloquial. Outra curiosidade é que muitas histórias criadas foram depois redesenhadas e adaptadas para os gibis da Mônica entre 1970 a 1972, como "O Domador" ('Bidu Nº 3'), que saiu depois em Mônica Nº 24', de 1972; "Bidu, o valentão"('Bidu Nº 4'), que saiu depois em Mônica Nº 25', de 1972; "A fonte da juventude" ('Bidu Nº 7'), que saiu depois em Mônica Nº 3', de 1970 entre outras.
No final do livro, teve "Extras" com 5 páginas, escrito por Sidney Gusman, mostrando como conseguiram encontrar os exemplares originais, processo de restauração e curiosidades gerais das revistas de 1960 e 1961. E informou também quais foram as histórias repetidas das edições "Nº 7" e "Nº 8", basicamente as que saíram nas 2 primeiras edições.

Trecho da HQ de estreia da Maria Cebolinha ('Bidu Nº 5')
Para quem gosta de raridade e saber como foram os primeiros trabalhos do Mauricio, vale a pena comprar esse livro. Preferia que fosse vendidos como edições avulsas, como era na "Coleção Histórica Turma da Mônica". Tem que pesquisar muito bem antes para conseguir um bom desconto na internet porque pagar R$ 102,90 em livrarias físicas é um absurdo.

Créditos;) Marcos Alves > http://arquivosturmadamonica.blogspot.com.br/2016/11/colecao-historica-mauricio-bidu-e-zaz-traz.html
sábado, 5 de novembro de 2016
Submundo HQ N°115 : Review: "Demolidor Vol. 3" (Frank Miller), "Justiça", "Disney Especial, "Mulher-Maravilha", e Mais...

Novos "Reviews" com MAIS uma fornada de gibis comentados. As avaliações seguem a escala de NOTAS: "RUIM" [☆], "REGULAR" [☆☆], "BOM" [☆☆☆], "MUITO BOM" [☆☆☆☆], e "EXCELENTE" [☆☆☆☆☆]!
Neste "Review" tem: "Demolidor 3" (de Frank Miller), "Astro City 6 - A Era das Trevas", DOSE TRIPLA da Coleção DC - Eaglemoss: "JUSTIÇA" (Alex Ross), "Mulher-Maravilha - Paraíso Perdido", e "Lobo - Sem Limites", "Disney Especial - Os Vizinhos", "O Casamento do Pato Donald", "Shang-Chi" (Salvat Vermelha), "Esquadrão Suicida 2", e "TEX Platinum 4 - Em Território Selvagem"!
"Demolidor 3" (de Frank Miller) + "Astro City 6 - A Era das Trevas": O Vol. 3 do "Demolidor" encerra o 1º ciclo de Frank Miller à frente da série (antes da "Queda de Murdock" e do "Homem Sem Medo") em histórias publicadas originalmente em: "Demolidor" nº 183-191 e "O Que Aconteceria Se..." nº 28! O confronto com o "Justiceiro", a "Viúva Negra", ninjas assassinos, A Ressurreição de "Elektra", e uma Roleta-Russa com o "Mercenário"! Histórias geniais e inovadoras que marcaram uma geração e são referência pro personagem até hoje! NOTA: "EXCELENTE" [☆☆☆☆☆]! Já o Vol. 6 de "Astro City" traz a 1º Parte da saga: "A Era das Trevas" (que será concluída no Vol. 7). Na trama, 2 irmãos (um policial e outro criminoso) tem visões diferentes do mundo que os rodeia: A cidade dos heróis e a convulsão social pela qual ela passa nos anos 70. Naturalmente, mais uma crítica/reflexão da série sobre as mudanças nos quadrinhos durante esse período (que marcaria o fim da "Era de Prata")! Um começo bastante promissor pra maior saga de "Astro City"! NOTA: "MUITO BOM" [☆☆☆☆]!
"JUSTIÇA" (Alex Ross) + "Mulher-Maravilha - Paraíso Perdido": "Justiça" é mais um espetáculo visual de Alex Ross (publicada pela Panini numa "Edição Definitiva" e agora dividida em 2 partes na Eaglemoss). A série é uma homenagem às histórias clássicas da "Liga da Justiça" (na "Era de Prata") e levanta a discussão em torno dos conceitos básicos do heroísmo à medida em que os piores vilões da DC resolvem se unir pra melhorar o mundo. Diversão garantida para: leitores veteranos da DC, saudosistas da "Era de Prata", e fãs de Alex Ross (que retrata os heróis de forma épica e gloriosa)! Já a "Mulher-Maravilha" traz também uma bela arte assinada por Phil Jimenez (emulando o estilo de George Pérez - que escreve algumas histórias). O roteiro é interessante e cheio de ação e reviravoltas quando a MM vai à Gotham enfrentar uma ameaça (e conta com a participação de "Batman", é claro): Taí a oportunidade ideal pra quem quiser ler uma boa HQ da MM no embalo do FILME que está pro vir! NOTA (a mesma pras 2 edições): "BOM" [☆☆☆]!
"Esquadrão Suicida 2": A Panini lança o 2º encadernado (capa-dura) do "Esquadrão" (Vivendo no Limite) em sua fase inicial nos "Novos 52". Reunindo as ed. originais nº 8-13 da série principal e mais as ed. nº 8-9 de "Ressurreição" (personagem que teve essas histórias interligadas à trama), vemos aqui uma equipe desorganizada se recuperando de uma missão desastrosa e tendo de lidar com um traidor dentro do grupo, enquanto precisa caçar e prender o meta-humano conhecido como: "Ressurreição"! O material já foi publicado numa versão econômica (capa-couché) em 2013, no nº ZERO de uma série de especiais do esquadrão. Mas as histórias são bastante medianas e vão decaindo (perdendo o pique) a cada novo arco! NOTA: "REGULAR" [☆☆]!
"Disney Especial - Os Vizinhos" + "O Casamento do Pato Donald": Nem só os encadernados de luxo da Disney tem trazido materiais interessantes e de bastante apelo saudosista para os leitores. A edição de "Disney Especial - Os Vizinhos" vem com 25 histórias (incluindo: Carl Barks, Romano Scarpa, Renato Canini, e até Jerry Siegel - Um dos criadores do "Superman"). São muito engraçadas as brigas e desavenças entre "Donald X Silva" (que dominam a edição): A dupla tá sempre em pé-de-guerra. A capa é um show à parte e reprisa (com novas cores) a mesma imagem da clássica edição dos "vizinhos". A diversão é garantida! NOTA: "EXCELENTE" [☆☆☆☆☆]! E o "Almanaque do Pato Donald" republica uma HQ famosa dos anos 80 (produzida no Brasil) que conta uma versão alternativa pro "Casamento de Donald & Margarida". Só é meio frustrante (após algumas risadas) saber que esse casamento é apenas como se fosse um sonho (ou pesadelo) pro pato, rs (não vale como algo "oficial")! NOTA: "BOM" [☆☆☆]!

"TEX Platinum 4 - Em Território Selvagem": Mais uma aventura épica de Tex (em 324 pág)... Com roteiro de Mauro Boselli & Alfonso Font. É o MESMO material já publicado em "TEX Anual 4" (sempre é bom avisar, já que a coleção "Platinum" tem republicado na ordem as primeiras ed. da revista "anual")! Uma mensagem enigmática atada à roupa de um morto é endereçada ao Coronel Jim Brandon, da Polícia Montada Canadense, que parte sozinho para os gelados territórios do Noroeste - e desaparece. Tex, Carson e Gros-Jean, partem à procura do amigo e irão se defrontar com inimigos implacáveis. O líder deles é um sinistro homem branco conhecido como: "O devorador de almas", que os indígenas do Norte veneram como um demônio! NOTA: "MUITO BOM" [☆☆☆☆]!
"Lobo - Sem Limites" + "Shang-Chi" (Salvat Vermelha): A rapa do tacho desta fornada de "Reviews"... O "Lobo" (Eaglemoss) traz a mini-série em 6 partes que já saiu pela Panini há anos atrás. Ela tenta manter o estilo das histórias do anti-herói, mas não passa nem perto da graça que tinham as HQs mais antigas (tipo: "Lobo Está Morto", "O Último Czarniano", e "Lobocop"). O roteiro é idiotizado, pueril, com humorzinho juvenil de adolescentes no colegial/primário. Se tem alguma coisa que pode prestar nessa edição, é apenas a HQ clássica com a 1º aparição do "Lobo" (usando um ridículo colante laranja com roxo, rs) mas não vale a pena comprar só por isso! Já o "Shang-Chi" é forte candidato à PIOR giibi do ano. Uma verdadeira afronta com os fãs do "Mestre do Kung-Fu": A história, nojenta de tão ruim e mal-desenhada, é interligada com a saga: "A Ilha das Aranhas". O herói tem pesadelos onde se transforma num "homem-aranha" (!) junto com o resto da população de NY. Nem precisa falar mais nada, né? NOTA (a mesma pras 2 edições): "RUIM" [☆]! Até+

Créditos;) Leo Radd > http://submundo-hq.blogspot.com.br/2016/10/review-demolidor-3-frank-miller-disney.html
Assinar:
Postagens (Atom)









































