
terça-feira, 25 de março de 2014
segunda-feira, 24 de março de 2014
DISNEY TEMÁTICO n°31 : URTIGÃO 50 ANOS — Março/2014 - Nas bancas/Fotos!

Ele foi criado em 1964 para ser coadjuvante das histórias de Donald e Peninha. Ermitão convicto, muito cioso de seu isolamento e privacidade, recebia a tiros os patos que insistiam em dar as caras lá no brejo.

Ainda que sua certidão de nascimento seja americana, foi em terras brasileiras que ele mais fez admiradores, ganhando sotaque caipira típico dos rincões tupiniquins.

Afinal, em nenhum outro país foram produzidas e publicadas tantas histórias deste adorável matuto que,

neste especial temático, destila toda a sua incomparável e hilária rabugice, acumulada em 50 anos de brigas e trapalhadas.

Nas 300 páginas deste DISNEY URTIGÃO, você vai compreender as origens e a trajetória do personagem, de seu surgimento aos dias de hoje, em três fases distintas: a americana, a brasileira e a italiana.

A primeira aparição, a estreia nacional, as tramas italianas, a chegada da principal parceira, a história que abriu a revista nº 1... está tudo aqui, nesta edição tão fantástica que o próprio Urtigão acolheria e aprovaria, ainda que fosse com um grunhido, cara feia e, talvez, um tiro de espingarda.

25 de março nas bancas das regiões Sul e Sudeste e na Loja Abril! Demais regiões em junho/julho!

Créditos das fotos do Marcos SantanaDisney em quadrinhos

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Arquivos Turma da Mônica N°136 - Cascão: HQ "Cascãobá, o marujo"!

Capa de 'Cascão nº 56' (Ed. Globo, 1989)
A história que eu mostro é uma grande aventura com o Cascão encarnando um marujo, cheia de reviravoltas, baseada nos contos do "Simbad, o Marujo". Tem 13 páginas e foi publicada em 'Cascão nº 56' (Ed. Globo, 1989).
Passada em Bagdá, ela começa um narrador apresentando o ambiente de um convés de tripulação de marujos e um deles carrega um barril para o navio sem saber que tinha alguém dormindo lá dentro. Era Cascãobá, que, quando acorda, vê que estava em alto-mar e fica desesperado.
Ele corre de um lado para o outro, pensando que Bagdá estava sendo inundada, sem saber o que fazer para sair de lá, quando se esbarra com um marujo. Então, Cascãobá descobre que está num navio e o marujo o manda lavar o convés. Cascãobá tenta se explicar já com o balde nas mãos, quando eles são surpreendidos por um maremoto e o navio é envolvido por enormes ondas.
Os marujos o mandam ajudar a segurar a vela, mas recusa, falando que já está com muito trabalho para não se molhar. Com o perigo do navio naufragar, os marujos arrumam um bote para ficar em uma ilha próxima, mas Cascãobá continua lá, achando que estava mais seco. O navio continua se sacudindo até que surge uma enorme serpente marinha, que era a causa do maremoto. Ela destrói o navio só com a cauda e faz o Cascãobá voar rumo ao mar.
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Quando ele pensa que ia se molhar, a cauda da serpente o arremessa direto na ilha onde está a tripulação e, com isso, ele continua seco. Os marujos encantados com a sua bravura, pensando que Cascãobá estava tentando salvar o navio, o nomeiam como capitão, quando surge de repente uma tempestade. Eles se abrigam em uma caverna e se deparam com um Ciclope canibal.
Todos correm, mas o Ciclope consegue pegar o Cascãobá. Quando ia ser comido, surge uma brisa salvadora que faz as sujeiras dele caem nos olhos do ciclope e sem enxergar, acaba soltando o Cascãobá e ainda tropeça sendo derrubado de vez. Os marujos acabam encontrando um tesouro na caverna do Ciclope e encontraram um navio que servia como decoração e, com isso, seguiram viagem, com navio novo e ricos. E Cascãobá tendo uma vida de rei.
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Quando estava tudo às mil maravilhas, o narrador surpreende o Cascãobá com uma segunda viagem que não estava nos seus planos. A tripulação comprou um barco novo e resolveu viajar para aumentar mais a fortuna para o desespero do Cascãobá. Então, seguiram viagem em alto-mar por dias até que eles ficam encalhados em uma espécie de ilha.
Quando Cascãobá desce do barco, descobre que era uma baleia gigante. Ele a agarrou bem forte, e na tentativa dela de mergulhar, ele é salvo por uma Mãe-Pássaro Roc gigante, que o leva para seu ninho, onde seria a comida dos seus filhotes. Lá do alto, ele avista um vale cheio de diamantes, pensando como iria chegar lá.
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Nesse momento, um filhote nasce e o assusta e faz com que ele caia da montanha até o vale. Aí para sair do vale com todos os diamantes, Cascãobá colocou frutas amarradas nos diamantes para atrair a Mãe-Pássaro. Deu certo, inclusive levando o Cascãobá de volta para o seu ninho. Os filhotes comeram as frutas e deixaram os diamantes junto com ele. Até que os marujos, que haviam seguido o pássaro, conseguiram chegar até a montanha e resgataram, junto com os diamantes.
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Então, eles chegam ao porto de Bagdá mais ricos ainda e Cascãobá volta à vida boa. Quando o narrador fala que estava pensando em uma terceira viagem, Cascãobá se engasga e discute com o narrador reclamando que não podem vê-lo sossegado que já arrumam outra aventura para ele. Mete a bronca afirmando que não terá outra viagem e se querem aventura que contem história de outro marujo, e escreve "Fim" no final da página. Só restou ao narrador mudar o discurso e dizer que Cascãobá resolveu ficar sossegado e curtir a vida porque ele merece, terminando assim a história.
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Sem dúvida uma história fantástica. Roteiro excelente, traços e cores maravilhosos. Tudo sensacional. Interessante as reviravoltas que quando a gente pensa que está tudo resolvido, acontece outra coisa, deixando assim ela mais envolvente. Muito legal também a metalinguagem nela, muito divertido ver o Cascão discutindo com o narrador, não gostando das aventuras em alto-mar que ele foi obrigado a passar.
Não se trata de que era imaginação do Cascão nem alguém contando história para ele. Simplesmente o narrador contando para os leitores a história que se passa no Oriente Médio, com o Cascão encarnando um marujo, sem necessidade de dar nenhuma explicação para isso, como tem que ser.
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O narrador da história em questão pode-se dizer que é o Mauricio de Sousa, já que no título mostra "Mauricio apresenta". Mas a história não foi escrita por ele. Acredito que tenha sido Rosana Munhoz, já que ela gostava muito de histórias baseadas em contos e fábulas. Mesmo assim nada confirmado, só palpite.
Tem uma clara referência aos contos das viagens do "Simbad, o Marujo", que também foram adaptadas para o cinema, inclusive anos depois virando até desenho animado da Disney. Enfim, um clássico do cinema. Nessa época. eram muito comuns histórias de fábulas com o Cascão adaptadas ao seu medo de água. Todos os personagens tinham histórias assim, mas com o Cascão era mais frequente. E depois historias de fábulas ficaram mais com a Magali, quando o gibi dela se consolidou.
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Na postagem não coloquei a história completa. Sempre bom relembrá-la, ainda mais que foi dos primeiros da minha coleção. Há extos 25 anos circulava nas bancas, já que é de março de 1989. A capa desse gibi, aliás, também é excelente, com o Cascão encarnando um cavaleiro medieval na luta pra consertar uma torneira pingando. Muito boa.

Créditos ;) Marcos Alves > http://arquivosturmadamonica.blogspot.com.br/2014/03/cascao-hq-cascaoba-o-marujo.html
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