domingo, 19 de outubro de 2014

Arquivos Turma da Mônica N°222 - Magali 50 Anos!

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Já à venda "Magali 50 Anos", o mais recente livro em comemoração aos 50 anos dos personagens. Nessa postagem, faço uma resenha sobre essa edição especial.

Na capa, teve uma fusão dos gibis da Magali "Nº 1" das 2 editoras. Ou seja, colocaram a Magali dentro da melancia como foi na "Nº 1" da Ed. Globo de 1989, e falando ao telefone com uma melancia na mão e um laço no cabelo, como foi na "Nº 1" da Ed. Panini de 2007. Ficou boa. O preço é que foi muito caro, custando R$ 62,00, só perdendo para o da Mônica, que custou também absurdos R$ 65,00.

Nesse ano não tiveram muitos lançamentos de grandes livros da MSP na Bienal de São Paulo, se resumindo mais a esse da Magali e ao "Graphic MSP - Bidu Caminhos". Mesmo assim não justifica um preço tão alto assim. O ideal, então, para ter desconto é comprar na internet. Eu comprei meu exemplar na internet por R$ 46,90 e ainda, de quebra, comprei junto o pocket L&PM "Penadinho - Alguém viu uma assombração?" por R$ 12,90 (mais barato também, já que o preço é R$ 14,90), custando as 2 edições por menos que o preço de banca da "Magali 50 Anos". Sem ser assim, fica inviável comprar. É caro demais.

Assim como os outros livros "50 Anos", esse tem capa dura, formato 19 X 27,5 cm, 160 páginas e papel de miolo off-set. Teve uma página a menos de capas "Nº 1" em relação aos outros livros da série, já que a Magali não teve gibi na Editora Abril. E na página de capas diversas, por esse motivo, só mostraram 2 almanaques dela em vez de 3, com 8 revistas no total. Aliás, teve um erro ao falar que a data do 'Almanaque da Magali Nº 1' é de janeiro de 1989, sendo que na verdade, foi de dezembro de 1989.
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Uma página de curiosidades mostrando as capas clássicas
Só teve uma página de curiosidades e foram muito fracas, mostrando apenas a tirinha de estreia da Magali de 1964 que muitos já conhecem, e outras informações tudo em poucas palavras. Aliás, na campanha do gibi dela, colocaram data errada. Falaram que foi em janeiro de 1989, mas na verdade foi em novembro e dezembro de 1988. E na evolução dos traços, o vestido da Magali de 1964 devia ser verde, em vez de amarelo (apesar das tirinhas serem em preto em branco, o vestido da Magali era verde quando foi criada, como foi mostrado no álbum de figurinhas "A História da Turma da Mônica" de 1986, e no livro"Mauricio 30 Anos", de 1990).

Acho que podiam falar coisas mais relevantes da Magali, colocando mais informações que sairam no "Saiba Mais # 82: Magali 50 Anos". Já que teve uma página a menos de Capas "Nº 1", podiam ter colocado 2 páginas de curiosidades para compensar. Aliás, acho que o que foi falado naquele "Saiba Mais" era para estar nesse livro, e não criar uma revista para falar disso.

A relação das histórias publicadas de "Magali 50 Anos", com o número da edição e ano de cada uma que eu sei, foram essas:
  1. A melancia (MN # 47 - Ed. Abril, 1974)
  2. A mais fofa (MN # 82 - Ed. Abril, 1977)
  3. Tubarão XI (MN # 109 - Ed. Abril, 1979)
  4. Mônica e a minha ex-amiga (MN # 173 - Ed. Abril, 1984)
  5. Minha dona (MG # 1 - Ed. Globo, 1989)
  6. Enfim, um nome (MG # 6 - Ed. Globo, 1989)
  7. Põe-te mesa (MG # 9 - Ed. Globo, 1989)
  8. Troca-Troca (MG # 20 - Ed. Globo, 1990)
  9. A avó (comilona) da Magali (MG # 100 - Ed. Globo, 1993)
  10. O diário da Magali (MG # 178 - Ed. Globo, 1996)
  11. O que não engorda mata (MG # 341 - Ed. Globo, 2002)
  12. Imperatrix Magali (MG # 353 - Ed. Globo, 2002)
  13. Cara ou Coroa
  14. É pelo de quem? (MG # 363 - Ed. Globo, 2003)
  15. Essa Magali... (inédita, estrelada pela Turma da Mônica Jovem)

Uma coisa boa é que não tiveram histórias mudas, mas o conteúdo não achei tão bom assim e nem todas as características da Magali foram exploradas. Nos livros especiais assim, a gente sempre procura histórias que mostrem todas as características dos personagens e presença de todos que contracenam com eles, além de histórias que mostrem a evolução dos traços, e não foi bem isso que aconteceu.

Tiveram histórias da Editora Abril, ocupando 30 páginas do livro. Inclusive, histórias dos anos 70, coisa que não teve nos livros do Cascão e do Chico Bento, que tiveram apenas histórias que saíram nos gibis deles a partir dos anos 80. Se fizessem o mesmo com a Magali, teria só histórias de 1989 em diante e não ia dar certo. Foi bom assim para gente acompanhar a evolução dos traços desde essa época.

Dentre as da Editora Abril, as três dos anos 70 eu não conhecia porque não foram republicadas nos almanaques da Editora Globo e só a história de abertura "A melancia" foi relacionada à comida dessa fase. Nela, uma nave extraterrestre em formato de melancia invade a Terra e a Mônica e a Magali têm que evitar a invasão. Já em "Tubarão XI", Magali bate de cabeça na piscina do Cebolinha e depois disso pensa que é um tubarão.
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Contracapa
"A mais fofa", em que Mônica e Magali manda o Cebolinha e o Cascão decidirem qual das duas é a mais bonita, é engraçada, mas não colocaria porque acho mais que é uma história da Mônica, só que com a presença da Magali. Até no título, só tem crédito da Mônica. Seria melhor terem colocado essa no livro "Mônica 50 Anos". E no lugar dessa, colocaria outra dos anos 70 com foco real na Magali, como, por exemplo, "Como manda o figurino" (MN # 56, de 1975), "Ela vem aí" (com a prima Betinhac, de MN # 82, de 1977) ou "Magali pesadona" (MN # 84, de 1977).

Nos Anos 80 da fase Abril ficou representada pela história "Mônica e a minha ex-amiga", em que a Mônica briga com a Magali por ciúme quando o Reinaldinho joga charme para Magali. Essa é muito boa e bem engraçada. Valeu a pena terem colocado.

Da Globo Anos 80 foram 4 ocupando 40 páginas do livro, a partir de 1989, quando a Magali ganhou gibi próprio. Não teve nenhuma que saiu nos gibis da Mônica entre 1987 a 1989, como "Como come" (MN # 3, de 1987), "Mosca na sopa" (MN # 23, de 1988), "O doce de mamão" (MN # 24, de 1988) ou "Sem boca" (MN # 27, de 1989).

"Minha Dona" e "Enfim, um Nome" são histórias do Mingau em que a conta como era a vida do Mingau antes de ser adotado pela Magali e de quando ele ele conseguiu ganhar seu nome, respectivamente. São boas, mas acho que não deviam ter colocado nesse livro porque as histórias são do Mingau e a Magali quase não aparece nelas. O livro é da Magali e o certo seria colocar história da Magali contracenando com ele e não ficar apagada em 2º plano. Até aceito "Minha dona", mas "Enfim, um nome", não. Juntando com a última história, são ao todo 3 do Mingau e acho que foi um exagero.
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Trecho da HQ "A melancia" (1974)
"Põe-te mesa" valeu a pena e pra mim a melhor do livro. Nela, Magali encontra uma mesa mágica, que sempre que alguém ordena "Põe-te mesa", a mesa traz um banquete. Ela representa as histórias de fábulas tão presentes nos gibis da Magali. Podia ter outra parodiando contos de fadas tradicionais. O problema é que republicaram recentemente as melhores histórias sobre o tema no 'Almanaque Temático # 27', aí acredito que foi por isso que deixaram de fora. 

"Troca-Troca" é legal, em que a Magali e o Cascão trocam de corpos ao serem atingidos acidentalmente por uma invenção de um cientista maluco, porém não acho digna para um especial como esse da Magali, até porque a Magali divide atenção com o Cascão, é típica de uma história sendo dos dois. Creio até que na época, ela era para sair em um gibi do Cascão e resolveram colocar em 'Magali # 20' de última hora, porque os créditos na história é "Cascão e Magali".

Dos anos 90 só tiveram 2 histórias, ocupando 19 páginas. Podia ter mais dessa época. "A avó (comilona) da Magali" é engraçada, foi a estreia da Dona Cota, avó da Magali por parte do pai, que mora no Ceará e foi passar uns tempos na casa da neta, dando prejuízo aos pais da Magali. Já "O diário da Magali", em que o Quinzinho, Cebolinha e Cascão pegam o diário da Magali para ler por interesses próprios, não é ruim. Porém, é outra que a Magali ficou apagada, só aparecendo no final.

O ideal era alguma história da Magali contracenando com o Quinzinho trabalhando na padaria, ou o pai dele, seu Quinzão, implicando com a Magali namorar o filho porque dá prejuizo na padaria. Então, no lugar dessa história do diário, seria melhor que tivessem colocado "Tudo que você quiser" (MG # 48, de 1991), "Pão, Pão, Beijo, Beijo" (MG # 49, de 1991), "A sócia da padaria" (MG # 83, de 1992) ou "Padaria do Quinzão, a última que fecha" (MG # 115, de 1993).
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Trecho da HQ "Tubarão XI" (1979)
As demais histórias foram mais recentes dos anos 2000, que ocuparam 43 páginas do livro, e, como de esperar as mais fracas. Não gostei da "O que não engorda mata", em que a Dona Morte explica para Magali os perigos de comer uma pipoca que caiu no chão. Vale o crossover da Magali com a Dona Morte, mas achei muito educativa e ainda descaracteriza a Dona Morte. É que nas histórias antigas, ela fazia de tudo para matar os outros, e nessa história ela ficou ensinando boas maneiras para não matar. Muito fraca. Conheço poucas histórias dessa época, mas com certeza tem melhores que essa. Podiam ter colocado a "Boneca Tenebrosa" (MG # 307, de 2001), por exemplo, no lugar.

Em seguida vem "Imperatrix Magali", em que a Magali é nomeada dona da rua pela Mônica enquanto está viajando. Não gostei dessa, achei muita longa, com 22 páginas, dividida em 3 capítulos, e roteiro fraco. Até tem umas tiradas meio engraçadas no 1º capítulo, mas depois se perde de tão longa, se tornando enrolação.

Sem contar que foge das características reais da Magali. Se era para colocar alguma história que a Magali se torna dona da rua, então que colocassem a "Vice-dona da rua"(MG # 103, de 1993), que é bem melhor que essa.  É de admirar um gibi quinzenal com uma história tão grande como essa. Sinceramente, acho que não deviam ter histórias tão longas como essa em um especial desse e tira a vez de outras histórias. Pelo menos essa foi a única longa desse livro, mas por causa dela o livro teve mais páginas dedicadas com histórias dos anos 2000 do que décadas anteriores.
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Trecho da HQ "Põe-te mesa" (1989)
Ainda tem uma história "Cara ou coroa" de 1 página, provavelmente pra suprir a falta de uma página de capa da Editora Abril que não existe, e depois vem "É pelo de quem?", outra história do Mingau, mas dessa vez é com ele contracenando com a Magali, em que ela fica inconformado do Mingau soltar tanto pelo. Essa achei legal e coerente, já que a Magali contracena com ele, e não como foi nas outras 2 histórias do Mingau anteriores e a do Quinzinho em que ela ficou apagada em todas.

O livro termina com a tradicional história da Turma da Mônica Jovem em estilo mangá. Dessa vez, com a Magali contracenando com a sua fome, que a incentiva a comer como nos velhos tempos. Muito boba e fraca, como sempre essas histórias em estilo mangá. Devem colocar para incentivar as crianças a comprarem o livro. Não dá pra aceitar a Magali fazendo dieta na Turma da Mônica Jovem para não engordar, descaracterizando completamente a personagem.

Agora o que não gostei mesmo na edição é que não tiveram histórias da Tia Nena, do Tio Pepo e nem do Dudu. Simplesmente não colocaram nenhuma história específica da Magali contracenando só com eles. A Tia Nena e o Tio Pepo participaram em alguns quadrinhos na "Põe-te mesa", mas, sem dúvida, merecia uma história exclusiva, mostrando as suas características, como "Ingrediente secreto" (MG # 63, de 1991), "A garçonete" (MG # 107, de 1993), "Pizza para todos" (MG # 131, de 1994), "Brinquedo perigoso" (MG # 187, de 1996) ou "O livro de receitas" (MG # 217, de 1997).
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Trecho da HQ "Troca-Troca" (1990)
Pior ainda e inadmissível foi não ter história do Dudu, logo ele que marcou a trajetória dos gibis da Magali. Para não dizer que ele não apareceu no livro, apareceu só em 2 quadrinhos na história "Imperatrix Magali". Muito pouco. Veja bem, nenhuma história com ele contracenando com a Magali, seja como o menino que não gosta de comer, ou como pestinha, ou a Magali contando história para ele. Achei sacanagem.

Podiam ter colocado uma história com o Dudu com qualquer dessas características dele, desde que contracenando com a Magali. Podiam colocar: "Come, Duduzinho, come" (MG # 37, de 1990), "Aluguel de barriga" (MG # 56, de 1991), "O segredo do Dudu" (MG # 71, de 1992), "Adivinha quem veio para ficar" (MG # 79, de 1992), "Solto no shopping" (MG # 98, de 1993) ou "Mamãe Magali" (MG # 153, de 1995). Era para ter algo dele, mas não. Revoltante.

Sobre as características da Magali, acho que podiam ter mais com ela comendo tudo que encontra pela frente, guloseimas e todos seus absurdos com a fome exagerada, como comer frutas de cera e comida de lama, etc. Outras vezes até fala o que ela come de exagero, mas não mostra ela comendo, traçando tudo com a boca cheia, etc. No geral, foram poucas histórias com foco total em comida. Infelizmente a fome dela ficou amenizada para atender o politicamente correto.

Em relação a alterações, teve duas. Em "Põe-te mesa" teve mudança linguística, onde na original o narrador fala "havia ganho", e agora mudaram pra "havia ganhado" para ficar coerente com a norma culta gramatical, e, com isso, tirando a linguagem informal característico dos gibis. Bobagem terem mudado isso. Além disso, inexplicavelmente o título apareceu branco em vez de colorido como era na original. Abaixo a comparação:
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Trecho Original da HQ "Põe-te mesa" (1989)
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Trecho alterado da HQ "Põe-te mesa", tirado de "Magali 50 Anos"
E em "Imperatrix Magali", alterou o Cascão mencionando sobre a página que encontrava a informação. Na original era página 16 e agora colocaram página 120 para ficar coerente com a página do livro. Esse é um tipo de alteração que aceito, afinal, a página não coincide com a revista original e se mantivesse não ia corresponder.

Enfim, "Magali 50 Anos" ficou a desejar, esperava algo melhor. Foram poucas curiosidades, poucos clássicos, deu muito destaque ao Mingau, em algumas histórias a Magali quase não aparece e podia mostrar mais absurdos em relação a fome exagerada da Magali. Pelo menos tiveram histórias da Editora Abril dos anos 70 que não tiveram nos do Chico Bento e Cascão, mas mesmo assim a maioria não mostrando as verdadeiras características da Magali. A coisa mais inadmissível com certeza foi não ter história específica com a Tia Nena, o Tio Pepo e, principalmente com o Dudu. Um absurdo um especial da Magali sem o Dudu.

Com esse da Magali, tudo indica que fechou a coleção "50 Anos", com 6 livros no total. Para mim, a minha ordem de preferência foi: Bidu, Magali, Mônica, Cebolinha, Cascão eChico Bento. Quem sabe, ainda façam com algum secundário, mas a maioria já completou 50 anos, aí creio que não. A Tina, por exemplo, mereceria um especial como esse. Há controvérsias da data de criação da Tina se foi em 1964 ou 1970, sendo que eu acho que foi em 1970. Vamos aguardar.
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Créditos ;) Marcos Alves > http://arquivosturmadamonica.blogspot.com.br/2014/10/magali-50-anos.html

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Tiras N°6173 : NíQUEL NáUSEA - Fernando Gonsales!

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Ria...Se Puder N°4306!

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Tiras N°6172 : MAFALDA - Quino!

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Edição anterior > Tiras N°6085 : MAFALDA - Quino!

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Animação do DIA : Espinha e Fimose - Rei do funk!

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Tiras N°6171 : Turma do Penadinho - Mauricio de Sousa!

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sábado, 18 de outubro de 2014

Arquivos Turma da Mônica N°221 - Coleção Histórica Nº 43!

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Nessa postagem comento sobre a Coleção Histórica # 43, formada pelas 5 revistas números 43: Mônica (1973), Cebolinha (1976), Chico Bento e Cascão (1984), e Magali (1991).

Ficou bom o Zé Vampir na capa, fazia tempo que não tinha alguém da Turma do Penadinho ilustrando o box. A distribuição foi melhor dessa vez, pelo menos por aqui chegou dia 3 de outubro. Ainda chegou de um mês para o outro, mas foi bem cedo em vista a edições anteriores. E continuou sendo 1 exemplar por banca que vende. Ainda acho que deviam chegar na última semana do mês, no máximo, e vender mais exemplares por banca.

Tudo indica que o box não teve alterações no conteúdo das histórias, como tem que ser. Pelo menos não deu pra perceber.
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Histórias de abertura e comentários gerais:

Mônica - "A grande festa" - Mônica convida o Cebolinha para uma festa, mas é ele quem teria que levar os discos de vinil e a vitrola.

Dá para perceber que é uma história bem datada, com discos e vitrola, que não fazem mais parte do nosso cotidiano. A história é curta e boa, mas merecia uma continuação para concluir melhor. Achei que ficou muito vago como ela terminou e devia ter pelo menos mais 1 página para concluir.

Parece que teve uma alteração no texto, quando a Mônica falou "toca-discos", acho que acrescentaram "s" porque a fonte ficou diferente e se encontra muito no canto do balão. É apenas hipótese porque não tenho a original para confirmar, mas dá impressão que alteraram. Mostro abaixo a cena: 
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Trecho da HQ "A grande festa"
Outra história datada, é "Mônica e a TV", em que ela faz de tudo para a televisão funcionar. Interessante a imagem da TV em preto e branco, e as situações de mexer na antena para funcionar, coisa muito comum na época, e hoje poucos precisam fazer isso, já que a maioria tem TV a cabo ou digital.

Na revista original, o Xaveco apareceu com blusa azul na primeira página da história "Um jogo cansativo" (em que mostra uma Mônica autoritária e uma disputa se os meninos jogam futebol ou as meninas, vôlei com a bola do Cebolinha). Esse erro foi corrigido agora na Coleção Histórica, sendo falado isso nos comentários, mas acho que deviam era manter esses erros de cores. Pelo menos foi falado nos comentários, já que nem sempre avisam que as cores foram corrigidas.

Na capa, uma piadinha com a Magali, já que ela não tinha gibi próprio na época. Fala que a revista tem 11 histórias, mas, na verdade, foram 12. Na certa, foi porque não contaram a de 1 página como história. Não teve tirinha no final do expediente dessa vez. Dessas, em 2 não tiveram nos comentários informações de créditos nenhum de roteirista, desenhista nem arte-final (a de 1 página e a "Mônica e a TV").


Cebolinha - "O gato borralheiro" - Estrelada pelo Cascão, mostra a turma em uma peça de teatro, com uma paródia do conto da gata borralheira, com o Cascão como gato borralheiro.

Como o Cascão não tinha revista na época, era normal ele ter histórias nos gibis da Mônica e do Cebolinha (principalmente), e as vezes eram de abertura, como essa.

Aliás, foram poucas histórias do Cebolinha nessa edição. De 10 histórias, apenas 4 foram dele, incluindo uma de 1 página e a tirinha final. Prevaleceram histórias de secundários, como Jotalhão, Astronauta, Bidu, etc. E até história de abertura não foi do Cebolinha, apesar de ter a sua participação. 

Uma história que gostei muito foi a "Abra a boca", em que o Cebolinha perturba um dentista. Podiam até ter colocado o seu Juca para fazer o dentista, mas preferiram um outro personagem para cumprir a função. E tudo indica que esse dentista já havia aparecido antes em alguma história da Mônica da época, já que o dentista pergunta ao cebolinha se é amigo da Mônica e diz que ela o levou à loucura.

Curiosamente, quase todas as histórias desse gibi foram escritas pelo Mauricio de Sousa, menos a "Boca Aberta". Porém, não informam nos comentários quem desenhou nem quem fez arte-final na história de abertura e nem em "Abra a Boca". E nas histórias do Bidu e do Chico Bento não falou quem fez a arte-final.

Nas histórias do Jotalhão (em que ele passa apuros ao cai em um buraco) e do Astronauta (em que ETs trocam um ovo de uma galinha por um ovo real espacial para poder destruir a Terra) tiveram 3 quadrinhos na horizontal (ou mais) em vez de 2 e, com isso, os desenhos e letras dos balões ficaram em tamanho menor. Abaixo, uma página da historia do Jotalhão para ver como ficou o enquadramento:
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Trecho da HQ do Jotalhão
Aconteceu porque foram aproveitadas de tirinhas antigas de jornais e eles não redesenharam para lançar no gibi, Cada coluna da horizontal representava uma tirinha que saía um dia no jornal, que juntas formava uma história depois de vários meses. Aliás, uma arte espetacular na história do Astronauta, que dessa vez apareceu com cabelos brancos. Ou seja, não alteraram a cor do cabelo dele. Ainda bem.. 

A capa ficou meio diferente em relação à original, deixando a cabeça da Mônica mais perto do logotipo e o título da história com fonte menor. Aconteceu por causa do formato, já que CHTM não segue o formato das revistas dos anos 70, que eram 2 cm maiores na altura. Capas mais detalhadas, é natural essa diferença. O ideal era as revistas da Mônica e do Cebolinha da CHTM seguirem o mesmo formato das originais, com 2 cm maiores na altura. Abaixo a comparação das 2 revistas, com a imagem da original tirada da internet:
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Comparação das capas de 1976 e da CHTM # 43
Chico Bento - "Eta vidinha mais boa" - Um empresário tenta comprar o sítio do Chico Bento para construir uma nova filial da sua indústria

Dessa vez não teve alteração no caipirês dos personagens, deixando exatamente como na revista original, como tem que ser. Nunca deviam mudar texto na CHTM. Tomara que continuem assim, afinal, a mudança no caipirês, além da revista ficar diferente da original, tira a magia da época e não permite a gente comparar como era o caipirês antes.

Destaque desse gibi a história "O Anticomputador", em que 2 computadores tentam dominar a mente dos humanos, mas antes levam o Chico Bento até lá porque ele não tem interesse nenhum por tecnologia e querem destrui-lo. Tanto roteiro assim como a arte são sensacionais. Abaixo, um trecho da história, que dá para perceber que mantiveram o caipirês do Chico do gibi original.
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Trecho da HQ "O anticomputador"
Em relação a créditos nos comentários, só essa história "O Anticomputador" que ficou completo. O gibi tem 7 histórias e infelizmente em 4 delas não mostram o nome do roteiristas e nas 2 histórias do Papa-Capim só informam quem desenhou. Falando nisso, legal que o Paulo Back deu uma dica de como saber se uma história foi desenhada pela Rosana Munhoz. Nessa edição, ela desenhou a de abertura e a primeira do Papa-Capim (em que um colar da Jurema que o Papa-capim deu de presente a ela some misteriosamente e eles vão procurar quem roubou).


Cascão - "Cascão via satélite" - Cascão cochila dentro de um satélite de transmissão de rádio e TV por engano, pensando que era uma lata de lixo ao se esconder da Mônica, e é levado para o espaço sideral.

Como destaque do gibi, a história "Espinhos do amor" e muito legal. Nela, uma porco-espinho se apaixona pelo Chovinista e faz de tudo para ficar com ele. 

Foram 5 histórias no total e em "Tudo tão estranho" (em que os personagens aparecem fazendo coisas impossíveis que fizessem) e "Cascão está com medo"  (em que o Cascão fica com medo de operar as amígdalas) não tiveram créditos nenhum nos comentários. Nas outras dessa edição foram completas.
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Trecho da HQ "Cascão via satélite"
Assim como no gibi do Chico Bento, nos comentários não foi falado que teve a promoção da Cartela Milionária, com selo na capa. 

Dessa vez não teve história nenhuma com o Penadinho e sua turma, e, com isso, o box não teve história com esse núcleo, já que também não tiveram histórias deles nos gibis da Mônica e do Cebolinha nos anos 70, coisa rara na época. Isso prova que a capa do box não tem nada a ver de colocar um personagem que teve destaque, como era cogitado no inicio, e colocam o que acham melhor.

Magali - "Passeio no shopping" - Mingau vai escondido ao shopping center no carro da mãe da Magali e passa vários sufocos por lá.

Como história de destaque, a do Dudu, "Mamãe, a psicóloga!", em que o Dudu decide ser faquir para não comer mais e sua mãe tem que usar a psicologia para tirar essa ideia do filho. A arte-final assim é sensacional, muito comum na época e, comparando com as do Chico Bento e do Cascão, sempre que as histórias tinham arte assim, eram feitas pelo Alvim Lacerda. A historia "O Anticomputador", do Chico, é uma delas). Muito bom.
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Trecho da HQ "Mamãe,a psicóloga!"
Foram 7 historias no total, sendo comentadas 5, já que a de 1 pagina e a tirinha final não costuma comentar mesmo. Dentre as comentadas, só a história de abertura e a do Dudu tiveram créditos completos.

Aliás, no comentário "Chá de bonecas" (em que as meninas fazem um concurso para ver qual a melhor boneca) não ficou claro qual história foi escrita por Dejair da Mata. É que o Paulo Back diz no final do comentário: "a história 'O concurso das Denises' (Mônica # 160, Globo), escrita por Dejair da Mata". Essa vírgula dá ideia que está se referindo à história"O Concurso das Denises", mas ela foi escrita pelo Emerson Abreu. 

Então, como ficou no comentário, para quem não sabe, vai pensar que ela foi escrita pelo Dejair da Mata, e não, a "Chá de Bonecas". Ficou confuso. Podiam colocar um ponto em vez de vírgula e "escrita" com letra maiúscula. Além disso, teve um comentário errado da propaganda da revista do Cebolinha falar que era da Editora Abril. Na verdade é da Globo.

Dessa vez não foi mudado o logotipo na tirinha, como fizeram na CHTM # 42, quando deixaram erradamente igual ao logotipo da capa e, com isso, a proporção dos desenhos ficou menor na ocasião. Ainda bem que mantiveram e que continuem assim. Só a partir da edição # 54 que começaram a colocar o logotipo clássico na tirinha final (e só em algumas edições) e até lá se fizerem isso será alteração.

De diferente um pouco foi a capa que insistem em colocar o selo da CHTM ao lado do logotipo na capa, com tanto espaço sobrando no lado direito para colocar isso. Por causa disso, o logotipo fica menor em comparação à original e até o contorno ficou mais fino. 

Em capa mais detalhada dá para aceitar, mas nessa dava para colocar o selo em outro lugar. E só na revista da Magali fazem isso. Na Mônica e Cebolinha, por exemplo, são bem detalhadas e não fizeram isso, colocando o selo no gibi da Mônica em cima do sorvete de areia. Abaixo, a comparação das capas das 2 revistas da Magali, dando para perceber também que a panela era cinza na original e agora ficou marrom:
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Comparação das capas de 1991 e da CHTM # 43
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Créditos ;) Marcos Alves > http://arquivosturmadamonica.blogspot.com.br/2014/10/colecao-historica-n-43.html

Charge N°35704!

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Tiras N°6170 : Turma da Mônica - Mauricio de Sousa!

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Em uma parceria super bacana com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a Mauricio de Sousa Produções produziu uma Pirâmide Nutricional com informações sobre alimentação equilibrada e ninguém melhor do que a nossa Magali para ajudar nessa parceria, concordam? #DiaMundialdaAlimentação #Magali50

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