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| Capa de 'Magali Nº 131' (Ed. Globo, 1994) |
Mostro uma história em que a Magali e a turma tiveram que lidar com um vilão quis comprar todos os estabelecimentos da cidade para serem transformados em pizzarias só porque ele adorava pizza. Com 16 páginas, foi publicada em 'Magali Nº 131' (Ed. Globo, 1994).
Magali fica feliz que a mãe Dona Lili queimou o jantar porque sempre que não tem, pedem pizza e, por ela, podiam comer pizza todos os dias. Em outro local, o Jão também adora pizza e acha que deveria existir só pizza. Seu assistente Eufrânio oferece um calmante para acalmar, Jão recusa e só quer que em diante lhe ofereça pizza, usando uma máscara e diz que tornou o Capitão Pizza.
Jão quer lutar para que deem à pizza seu real valor e quer que todos comam apenas pizza e manda Eufrânio sacar todos os milhões de dólares que resta e compre todos os restaurantes e mercados do país. Eufrânio avisa que nem a fortuna dele dá para comprar tudo isso e Jão manda que comece comprando apenas dessa cidade que estão.
Dias depois, Dona Lili vai ao mercado e descobre que fecharam e abriram uma pizzaria no lugar e vai a outro mercado fazer compras enquanto Magali vai brincar. Encontra a Mônica, feliz que recebeu aumento da mesada e quer pagar um sorvete para Magali. Elas vão à sorveteria e têm a surpresa que não vendem mais sorvetes, estabelecimento mudou de dono e agora só tem pizza.
Mônica quer sorvete, pede dois de morango ao vendedor de carrinho de sorvete e ele entrega pizzas de morango. Mônica se espanta, mas acaba comprando, lamentando que era só o que faltava. No caminho, veem vários estabelecimentos de pizza, Magali adora e vai embora para casa porque o papo lhe deu fome.
Em casa, o almoço era pizza, que foi só o que a Dona Lili conseguiu encontrar, ela fala que ouviu dizer que um maluco comprou tudo é restaurante e mercado transformando em pizza. Magali comemora, come com gosto e ao passar dos dias a família só come variados tipos exóticos de pizza, por pelo menos 5 dias e quando foi ensopado de pizza, Magali já estava enjoada e nem ela acredita nisso de recusar comida.
Na rua, Magali vê a turminha reclamando que não aguentam mais, com saudades de ovo frito, sorvete, Cebolinha comenta que foi o pai foi um dia comprar comida em outra cidade, mas ir todo dia fica caro. Magali lembra que a sua Tia Nena nunca venderia a lanchonete dela para alguém e eles vão lá. Chegam lá, parecia normal, mas Magali estranha que se é a única que não vende pizza porque não está lotada e a turma tem surpresa que a Tia Nena estava refém do Eufrânio com arma apontada na cabeça dela.
Eufrânio diz que está tentando convencer Tia Nena vender a lanchonete por um excelente preço e ela não aceita. Mônica fala que é bom deixar a Tia Nena em paz senão vai tacar o coelhinho, quando o Jão como Capitão Pizza taca uma pizza pegajosa na Mônica, que fica grudada no chão. A turma tenta fugir, Capitão Pizza taca as pegajosas no Cebolinha e no Cascão e Magali consegue escapar, se escondendo atrás do balcão.
Capitão Pizza ameaça Tia Nena em jogar pizzas explosivas nas crianças se ela não vender a lanchonete e Tia Nena aceita por não ter escolha. Cebolinha diz que por Magali estar solta, pode fazer alguma coisa, ela diz que não pode com eles, só se acontecer um milagre. Capitão Pizza entrega contrato para Tia Nena assinar, quando a polícia federal sobrevoa a lanchonete com helicóptero para capturá-los.
Capitão Pizza manda Eufrânio correr até o caminhão deles em frente e acione a arma secreta. Transformou cobrindo todo o bairro em uma pizza mussarela gigante e não vão conseguir achá-los. Capitão Pizza e Eufrânio tentam fugir. Tia Nena diz que agora a Magali pode ajudar e ela devora toda a pizza gigante que cobria o bairro.
Capitão Pizza é capturado e é revelado que ele é o Jão Malves, político corrupto, que quando uma comissão de investigação descobriu seus crimes, pensou que tudo ia acabar em pizza, não ia dar em nada, mas quando viu que a coisa era séria e que seria preso, pirou de vez e inventou essa história de pizzas e mais pizzas e agora será julgado e punido.
Bandido preso e os estabelecimentos voltam ao normal, a turma fica feliz que podem comer de tudo outra vez e querem dar um prêmio para a Magali, vão pagar o que ela quiser. Sugerem sorvete, cachorro-quente, hambúrguer, Magali agradece, mas diz que tem saudade de comer outra coisa e vai para casa comer arroz e feijão da mãe, e pergunta aos leitores se pensavam que a historinha dela ia terminar em pizza.
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História legal em que o vilão Jão Malves resolve se transformar no Capitão Pizza e comprar todos os estabelecimentos da cidade para serem transformados em pizzaria. A turma não gosta de comer pizza todo dia, Magali à princípio gosta, mas depois enjoa e quer comer na lanchonete da Tia Nena com a turma e ela estava rendida para vender a lanchonete e só resolve vender depois que o Capitão Pizza ameaçar jogar pizzas explosivas nas crianças. A polícia chega para prender o vilão, tenta fugir com sua armadilha de cobrir o bairro com pizza gigante, mas Magali come a pizza toda, estragando o plano dele. É descoberto que é ele é um político corrupto que ficou louco depois que soube que ia ser preso e no final a Magali resolve comer arroz e feijão para historinha dela não terminar em pizza.
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Jão Malves um louco egoísta e ganancioso que se transformou em Capitão Pizza e queria que só existisse pizza no mundo só porque ele gostava e, de quebra, ainda lucrar porque ele passou a ser dono de todos os estabelecimentos da cidade de São Paulo para serem pizzarias. É que para ele seria bom, comer só o que gostava e ainda ganhar muito dinheiro e com possibilidade depois de comprar todos os estabelecimentos do país. Só que não contava que as pessoas não gostam de comer só pizza, gostam de comidas variadas, não é porque ele gostava, que todos iam gostar de comer e ainda mais a mesma todos os dias. Interessante que não foram só restaurantes, mercados, lanchonetes que ele comprou como até vendedores ambulantes o Jão comprou, sem chance de ninguém comer outra coisa sem ser pizza.
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Magali adorou por uns dias porque pensava como o vilão de que poderia só existir pizza no mundo, mas depois enjoou e viu que estava errada a ajudou a turma contra o Capitão Pizza. Magali poderia ter comido as pizzas pegajosas dos amigos e libertá-los, mas como tinham pizzas explosivas, aí não tinha saída. Com a ameaça das pizzas explosivas, a Tia Nena quase vendeu lanchonete para ele, o único estabelecimento que ainda não tinha virado pizzaria e com a chegada da Polícia Federal, Magali conseguiu comer a pizza gigante que cobria todo o Bairro do Limoeiro que impedia a visão dos policiais e, assim, o Jão e o Eufrânio não fugiram e foram presos e teve a grande revelação que ele era um deputado famoso que cometeu fraudes e estava sendo investigado e ficou louco ao saber que ia ser preso. Ou seja, a fortuna que ele tinha, era tudo de roubo e fraudes na vida política.
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Só assim para Magali recusar comida, enjoar após comer vários dias a mesma coisa. Ela aprendeu lição de não ser egoísta de querer só pizza no mundo sem pensar nos outros, podia ser só sorvete, cachorro-quente, bolo no mundo, que ela enjoaria também, o ideal é variar os alimentos, tudo que é exagero, enjoa logo e é para pensar no coletivo, não só nos seus interesses.
Foi usada pizza na trama para ter o trocadilho de que todos os crimes e corrupções de políticos "terminam em pizza", ou seja, se dão bem, apesar de todo o mal que eles cometem, tanto que o final, além de Magali comer arroz e feijão porque não aguentava mais saber de pizza falada na história toda, teve também essa moral e crítica, que na vida real tudo termina em pizza na política, mas na historinha dela, não, pelo menos na ficção os bandidos se dão mal no final.
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Engraçado os tipos de pizza diferentes, pizza de morango, doce, frita à milanesa, de macarronada, de pipoca, ensopado de pizza, etc, Cascão achando que é assalto e Eufrânio responder "por quem me toma?! Um bandido?", como se fosse normal ameaçar Tia Nena com arma para vender lanchonete, a turma presa em pizzas pegajosas, Magali devorar toda a pizza gigante em segundos e mostrando só uma boca gigante em direção ao alto antes de devorar e onomatopeia com boca indicando que ela estava comendo, ficar barriguda logo após comer e depois voltar a ficar magrinha normal, Capitão Pizza ser pescado pelos policiais no helicóptero e ele dizer que espera que sirvam pizza na prisão.
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Curioso que usaram um político real e caso de corrupção política famoso da atualidade até então. O "Jão Malves" foi paródia do deputado federal João Alves, do escândalo dos "Anões do Orçamento", de 1993 cuja CPI investigou políticos envolvidos em esquemas de fraudes na Comissão de Orçamento do Congresso Nacional, eles manipularam emendas parlamentes com o objetivo de desviarem o dinheiro através de entidades sociais fantasmas e o João Alves era um deles, que renunciou antes de ser julgado e cassado e o caso terminou em pizza.
Normalmente na MSP colocavam políticos corruptos fictícios e sem ligação com casos da vida real e nessa história teve a surpresa de um deputado real e até a caricatura ficou igual ao João Alves e ser baixinho, daí o nome "Anões do Orçamento". Na vida real o desfecho de João Alves terminou em pizza, na história da Magali não, ele teve o merecido castigo como deveria ser.
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Tia Nena muitas vezes foi sequestrada e ficando como refém, por ser uma grande doceira, os vilões tinham interesse em lucrar por conta dela. O apetite exagerado que salvava dos vilões nas suas histórias, Magali não tinha vilão fixo, os vilões eram garçons, donos de restaurante, etc, extraterrestres, que se revoltavam por alguma coisa em seus estabelecimentos e apareciam só em uma história. Magali só teve uma vilã fica a partir de 1998 com a Bruxa Viviane, mas aparecia de forma esporádica durante a Editora Globo e ela ficou fixa mesmo só na fase da Editora Panini.
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Impublicável atualmente por ser trama policial, bandido deixar Tia Nena refém, com revólver na mão apontando para ela e na frente das crianças, envolver política, inserir fato real de corrupção política da vida real, absurdos como da gula da Magali de comer uma pizza que encobria o bairro todo em questão de segundos, além de palavras "gozado", "louco", Mônica chamar "Tia Nena", alterariam para "Dona Nena" porque ela é tia da Magali, não da Mônica.
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Traços ficaram bons, do estilo com personagens com língua ocupando mais espaço na boca pra dar mais humor adotados a partir de 1993. Teve erro da Dona Lili sem lábios com batom nos 3 primeiros quadros da primeira página, sem dúvida fica melhor com batom. A edição foi com preço em URV, mas a moeda corrente do Brasil ainda Cruzeiros Reais, o URV era só uma unidade pra saber quanto 1 unidade equivaleria ao valor dos Cruzeiros Reais do dia, por isso o vendedor de pizza de morango dizer que custava 200 Cruzeiros Reais no 1º quadro da página 7 do gibi.
Créditos - Marcos Alves : https://arquivosturmadamonica.blogspot.com/2026/10/magali-hq-pizza-para-todos-os-gostos.html
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